Ócio Visceral:

Cadáveres Planam na semibreve do sonho,
Entre linhas tortas caminho com passos fortes,
Ouvem-se os acordes da noite rasgando a melodia,
Com pingos de suor e cor,
Ligo néons á dor,
E... seja como for,
Amanhã tudo será igual,
Como sempre foi,
Entre linhas tortas caminho com passos fortes,
Ouvem-se os acordes da noite rasgando a melodia,
Com pingos de suor e cor,
Ligo néons á dor,
E... seja como for,
Amanhã tudo será igual,
Como sempre foi,
Possivelmente omitido pelas palavras,
Inventadas nos silêncios mortos,
Ampliando a demência e as pupilas,
Resta-me apenas o sabor seco,
A violência e a álcool,
Enquanto a língua guarda como uma esponja,
O travo amargo, preguiçoso e letal,
Inventadas nos silêncios mortos,
Ampliando a demência e as pupilas,
Resta-me apenas o sabor seco,
A violência e a álcool,
Enquanto a língua guarda como uma esponja,
O travo amargo, preguiçoso e letal,
Dum cigarro ocioso e visceral.
O Tempo é Fodido:

O Tempo não tem ponteiros certeiros,Vive na direcção que se quiser,
Pode ser Passado, Presente, Futuro,
Por vezes até Mais Que Perfeito,
Basta-se acreditar,
Condicional-Mente,
Voa à Toa,
Numa cadencia fugaz,
Feito de areias umas vezes boas outras vezes Más,
Mas... O Pior de tudo...
É que o Tempo Passa Mesmo... Fodasse!...
Pode ser Passado, Presente, Futuro,
Por vezes até Mais Que Perfeito,
Basta-se acreditar,
Condicional-Mente,
Voa à Toa,
Numa cadencia fugaz,
Feito de areias umas vezes boas outras vezes Más,
Mas... O Pior de tudo...
É que o Tempo Passa Mesmo... Fodasse!...
